quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O TODO PODEROSO MAZEMBE!


Quando se fala em decisão de um torneio Mundial interclubes se imagina a potência européia campeã da Champions League disputando contra a potência sulamericana campeã da Libertadores de América.

Sempre foi assim desde 1960, quando o Real Madrid da Espanha venceu o Peñarol do Uruguai e se tornou o primeiro campeão mundial. Na época, apenas o campeão europeu e o sulamericano representavam o mundial. Os anos passaram e várias regras mudaram, mas o título era decidido entre as duas potências e assim foi até 2004. A partir de 2005, o mundial passou a contar também com times da África, Ásia, Oceania e América do Norte/Central e o cenário não mudou. Em 2007 incluiu-se também um time do País sede. E a situação não mudava. Porém, ninguém contava com o Mazembe...

Quis o destino em 2010, no segundo mundial realizado em solo árabe, no ano da primeira copa em solo africano, que a história fosse escrita. Nas duas edições realizadas em Abu Dhabi apenas um time participou duas vezes: Tout Puissant Mazembe, da República Democrática do Congo, na África.

E nesta segunda edição, o clube justificou o seu nome: TODO PODEROSO Mazembe.

Primeiro, derrotou o bom time do Pachuca, considerado potência no México. Fez o simples, ganhou de um a zero e mostrou ao mundo seu arqueiro Kidiaba, o dançarino. Mas esse feito não era anormal, uma vez que em 2006 e 2007, Al-Ahly e  Étoile du Sahel, respectivamente, haviam atingido tal feito. Porém, o Mazembe queria mais, queria a história...

A história se escreveu na semifinal. Internacional, campeão do mundo em 2006, vencendo o poderoso Barcelona, chegava como franco favorito ao título de 2010 e sua torcida já profetizava que “Em Abu Da Bi” em brincadeira com o nome da cidade onde o título é disputado. Porém, não contavam com o Mazembe...

O primeiro tempo, teve o Inter dominando as ações, mas esbarrando em seu nervosismo e no goleiro Kidiaba, que fazia milagres. O time africano jogava no contra ataque e assustou a torcida em alguns chutes que pararam em “defesas” do inseguro Renan.

No intervalo o discurso era o mesmo de sempre “Ninguém aqui no Inter esperava moleza” e “Os times africanos são muito fortes”, mas todos confiavam na vitória do Inter após o intervalo. Porém, não contavam com o Mazembe...

Ao começar o segundo tempo o sonho começou a ruir. Em um belo gol, Kabangu abriu o placar para os africanos e para desespero da torcida e dos jogadores do Inter. O time pressionou e parou novamente em Kidiaba, em partida perfeita. Aos africanos, restava o contra ataque, e em um destes Kaluyituka fez o segundo e sacramento o vexame colorado.

Agora, os africanos vão tentar consolidar seus nomes no mundo domingo, contra a Internazionale de Milão para  sacramentar a campanha histórica. Mas ganhando ou perdendo, já são heróis, pois sabem que ninguém espera que um africano chegasse a final, PORÉM, NINGUEM CONTAVA COM O MAZEMBE...

2 comentários:

Fábio Marcondes disse...

O Internacional de Porto Alegre entrou em campo subestimando o adversário e quando percebeu,a desgraça já estava ali. Não tinha mais volta... Vexatória a campanha colorada. Serve de exemplo pra muitos que ainda acreditam na "inocência" de clubes desconhecidos.

Fábio Marcondes disse...

O Internacional de Porto Alegre entrou em campo subestimando o adversário e quando percebeu,a desgraça já estava ali. Não tinha mais volta... Vexatória a campanha colorada. Serve de exemplo pra muitos que ainda acreditam na "inocência" de clubes desconhecidos.